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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Governo vai avaliar contaminação do solo de parque em São Paulo

O governo do estado de São Paulo vai contratar empresa para investigar as condições do subsolo do Parque Villa Lobos, em São Paulo. 
Em 2007, técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) constataram contaminações na área, que não ofereciam risco à saúde.
Na época, foi observada a presença de gás metano, originário do subsolo. Também na água subterrânea foram detectadas contaminações, impedindo o uso do material em toda a área do parque.
“Os resultados das análises químicas dos solos e dos materiais presentes em subsuperfície indicaram contaminações por algumas substâncias, umas de forma pontual e outras em maior extensão, que não representam riscos à saúde, pois apresentam valores de concetração abaixo das metas de remediação calculadas para a área”, afirma a Cetesb em comunicado.
Segundo o documento, as pesquisas realizadas em 2007 não demandaram adoção de medidas emergenciais na área, mas indicaram a necessidade de complementar o monitoramento da contaminação.
As novas investigações serão realizadas por empresa a ser contratada mediante edital, informa a companhia. O edital deve ser publicado até março e ainda não existe um cronograma das atividades no parque.
O Parque Villa Lobos está localizado em uma área onde existem resíduos enterrados, como entulhos de construção civil e sedimentos retirados do Rio Pinheiros.
(Fonte: Globo Natureza - 21 /1/2012)

 Anvisa quer restringir uso de agrotóxicos com alto poder de contaminação  

Anvisa quer restringir uso de agrotóxicos com alto poder de contaminação

Agrotóxicos com largo uso em canaviais, lavouras de soja e algodão e em cafezais estão prestes a ter proibição de uso comercial no país.
Decisão neste sentido vai ser defendida pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, na Convenção de Roterdã, Genebra, onde seus 75 países signatários se reunirão em 20 e 24 de junho.
Um dos temas centrais da convenção é discutir a proibição da comercialização dos agrotóxicos endossulfan, alacloro e aldicarbe, para colocá-los em uma nova classificação como produtos no anexo III da Convenção de Roterdã, que corresponde à classificação “severamente perigosas”.
Segundo o gerente geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Luiz Cláudio Meirelles, as “substâncias que estão classificadas como severamente perigosas pela Convenção possuem normas de movimentação específicas, que devem ser seguidas por todos os países”.
Posição tardia do Brasil
No país, o comércio do agrotóxico endossulfan será banido a partir de 31 de julho de 2013. O agrotóxico foi considerado extremante tóxico pela Comissão de Reavaliação de Agrotóxicos e teve seu uso associado a problemas reprodutivos e endócrinos em trabalhadores rurais e na população.
Em abril, o endossulfan também foi classificado como produto poluente orgânico persistente pela Convenção de Estocolmo e teve indicativo para retirada do mercado mundial em 2012.
Já alacloro é um herbicida que pode ser utilizado na plantação de algodão, amendoim, café, cana-de-açúcar, girassol, milho e soja. O uso deste agrotóxico também vem sendo discutido internacionalmente pelos efeitos que pode representar para saúde.
Anvisa fala de casos no MS
Nota técnica da Anvisa, com o nome Reavaliação Toxicológica do Ingrediente Ativo Metamidofós, produto que não poderá mais ser comercializado no país a partir de 30 de junho, relata pesquisas feitas por estudiosos no MS. Veja:
Recena Pires e Caldas (2006) investigaram os casos de envenenamento ocorridos no Estado de Mato Grosso do Sul entre os anos de 1992 e 2002 em decorrência da exposição aguda a agrotóxicos.
Durante esse período, 1355 casos de exposição acidental ou intencional foram notificados ao Centro Integrado de Vigilância Toxicológica da Secretaria Estadual de Saúde. Os inseticidas metamidofós, monocrotofós e malation foram os agrotóxicos mais frequentemente envolvidos nas intoxicações.
“Recena et al (2006) realizaram estudo seccional em Culturama, distrito da cidade de Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul. A população do estudo foi composta por 618 agricultores do sexo masculino maiores de 18 anos residentes na zona rural de Culturama. Uma amostra de 250 agricultores foi selecionada para responder um questionário que avaliou, dentre outros aspectos, as atitudes e práticas relacionadas aos agrotóxicos e os sintomas após aplicação do produto.
Mais de 90% dos agricultores relataram o uso de agrotóxicos que tinham o metamidofós como ingrediente ativo. Dentre os 250 entrevistados, 149 relataram sintomas adversos após o uso de agrotóxicos (intoxicados).
Os sintomas mais frequentes foram cefaléia (51,7%), tontura (32,2%) e vômito (28,9%). Também foram relatados diarréia, perda de apetite, fadiga, visão embaçada, sensação de queimadura na face, coceira pelo corpo, manchas na pele e zumbido nos ouvidos.
Pires, Caldas e Recena (2005) avaliaram as notificações de intoxicações e tentativas de suicídio provocadas por agrotóxicos na microrregião de Dourados, Mato Grosso do Sul, entre 1992 e 2002, baseando-se nos registros do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica da Secretaria de Saúde do Estado.
Foram notificadas 475 ocorrências na microrregião de Dourados no período do estudo, correspondendo a 35% das intoxicações ocorridas no Estado.
Destas, 261 intoxicações foram do tipo acidental ou ocupacional, 203 corresponderam a tentativas de suicídio e 11 eventos não tiveram causa determinada. 14 pessoas foram a óbito na microrregião em conseqüência de intoxicação acidental ou ocupacional e 63 pela ingestão voluntária.
No estudo de Pires, Caldas e Recena (2005), correlações significativas foram encontradas entre intoxicação e tentativa de suicídio. Os eventos ocorreram principalmente em indivíduos do sexo masculino entre 20 e 39 anos, refletindo diretamente a força de trabalho no campo e entre os períodos de safra.
Os inseticidas organofosforados monocrotofós e metamidofós foram os principais agrotóxicos envolvidos (respectivamente 46% e 29%), independente do tipo de exposição”.
(Fonte : Anvisa 20/1/2012)


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NÃO QUERO COPA DO MUNDO, QUERO SAÚDE DESENVOLVIMENTO HUMANO

NÃO QUERO COPA DO MUNDO, QUERO SAÚDE DESENVOLVIMENTO HUMANO
o povo precisa de sistemas de saúde, educação e transporte público gratuitos e de qualidade, precisa ter direito à moradia, e da Copa do Mundo pode até abrir mão. E não aceitaremos nenhum passo a mais na crescente repressão aos movimentos sociais e à política de extermínio da população pobre nas periferias! !

PROGRAMA MEIO AMBIENTE E SAÚDE - CUIDANDO DA ECOLOGIA INTEGRAL

A Chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem como objetivo selecionar propostas para apoio a projetos voltados para o mapeamento e elaboração de cartas de sensibilidade ambiental para derramamentos de óleo (cartas SAO).

As propostas são para projetos em quatro bacias sedimentares marítimas: Bacia da Foz do Amazonas, Bacia do Pará-Maranhão/Barreirinhas, Bacia de Campos e Bacia de Pelotas. As propostas podem ser enviadas até o dia 6 de dezembro.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos oriundos do Ministério do Meio Ambiente, no valor global estimado de R$ 4 milhões. O investimento total será dividido entre as quatro chamadas da seguinte forma:

- Chamada 1 : Bacia da Foz do Amazonas: Será apoiada uma proposta no valor aproximado de R$ 1,2 milhão;

- Chamada 2 : Bacia do Pará-Maranhão/Barreirinhas: Será apoiada uma proposta no valor aproximado de R$ 1,5 milhão;

- Chamada 3 : Bacia de Campos: Será apoiada uma proposta no valor aproximado de R$ 600 mil;

- Chamada 4 : Bacia de Pelotas: Será apoiada uma proposta no valor aproximado de R$ 700 mil.

As propostas devem ser enviadas, acompanhadas do projeto, ao CNPq, exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 6 de dezembro.
Fonte: MundoGEO

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